Imaginem um daqueles dias em que vão iniciar uma viagem de Mota com uns 500km
mas esta seria uma viagem muito particular ou singular,
onde não haveria limites de velocidade, e todos teriam uma maquina potente e bem calçada...
A viagem seria uma competição a "feijões", onde muitos queriam o "1º feijão".
Agora imaginem mais uma coisa... aparecia uma pequena motorizada no meio dessa malta,
e anunciava que iria alinhar também na viagem...
O pensamento geral seria:
- a motorizada vai ficar bem para trás, e chegará na melhor das hipóteses muitas horas depois, ou talvez até nem consiga chegar nem a metade do caminho, quanto mais ao fim...
A hora da partida chegou e toda a gente arrancou a fundo...
e toca a rolar e rolar quilómetros, mas a motorizada não saia dos espelhos dos da frente,
e por estúpido que possa ser, a maioria vinha atrás da pequena motorizada.
No final todas as maquinas chegam ao final...
mas infelizmente muitos chegaram ao final graças à assistência em viagem.
Afinal a motorizada chega praticamente ao mesmo tempo que os maquinões,
mas sem usar qualquer tipo de assistência em viagem...
dizer que chegou quase ao mesmo tempo que as outros, pode dar a entender que chegou em ultimo
mas longe disso, e o 5º lugar na geral foi sem espinhas
Mas importante é que simplesmente chegou de forma imaculada...
Pois é...
a introdução não passa dum cenário que na realidade não aconteceu,
mas se for transportado para outros cenários, até se torna bem real...
e acreditem que esse cenário foi um trabalho de 2 anos,
Mas recuando um pouco no tempo (2 anos)
Um dia resolvi comprar um pequeno Optimist
uma embarcação à vela, para crianças de 7 anos
em que aos 12 já se tornam grandes para a embarcação em si...
eu não sou lá muito pequeno e com os meus 90 e tal kgs
também não sou lá muito leve, mas mesmo assim a teimosia deu frutos:
até que resolvemos fazer algo de diferente
atravessar o Mar da Palha e subir o Tejo
resumindo e concluindo:
Sabíamos que não era fácil,
mas quisemos acreditar o que faríamos ser fácil...
...e fomos ao fundo com uma "grande pinta"
a uns 4 km da margem...
Estávamos numa zona onde o Tejo tem uns 12 km de largura,
na verdade não ganhei para o susto,
e tudo acabou bem com apenas uns riscos e umas mossas...
mas tínhamos que voltar a tentar
e trabalhamos durante 2 anos para fazer a 2ª tentativa
A motorizada da nossa introdução é agora o "Mirror do Tejo",
com documentos e impostos em dia,
era apenas uma "motorizada" aos olhos dos outros...
mas para mim um autentico "Navio" preparado para o que estava para vir...
a tal "assistência em viagem" é os motores auxiliares que todos levavam...
(eu levei apenas um par de remos e umas garrafas de agua para hidratar o remador)

A viagem era a Regata/cruzeiro de Moita para Vila Franca,
e o nosso objectivo era simplesmente chegar ao final...
era mesmo "a feijões".
Tínhamos preparado a nossa participação ao pormenor,
seria um risco calculado,
e tudo acabou bem com apenas uns riscos e umas mossas...
mas tínhamos que voltar a tentar
e trabalhamos durante 2 anos para fazer a 2ª tentativa
A motorizada da nossa introdução é agora o "Mirror do Tejo",
com documentos e impostos em dia,
era apenas uma "motorizada" aos olhos dos outros...
mas para mim um autentico "Navio" preparado para o que estava para vir...
a tal "assistência em viagem" é os motores auxiliares que todos levavam...
(eu levei apenas um par de remos e umas garrafas de agua para hidratar o remador)

A viagem era a Regata/cruzeiro de Moita para Vila Franca,e o nosso objectivo era simplesmente chegar ao final...
era mesmo "a feijões".
Tínhamos preparado a nossa participação ao pormenor,
seria um risco calculado,
e desta vez com as contas muito bem feitas,
mas no final tudo dependeria da sorte ou falta dela...
Iríamos preparados para os piores cenários, e não contávamos receber ajuda externa... nos nossos planos todos os cenários possíveis seriam resolvidos por mim. (ponto final)
A má experiência de 2013 dizia-me o que podia estar novamente à nossa espera...
mas tínhamos treinado, melhorado muitos pormenores, fizemos reconhecimentos, aprendemos com relatos de quem vive no rio... etc etc
Disto tudo nasceram bons momentos, fizemos novas amizades e acima de tudo, foi divertido...
um desses dias dedicado a fazer reconhecimentos ao Tejo...
É claro que a saúde do "Navio" foi incluída nessa preparação,
e tivemos que aprender umas coisas novas sobre carpintaria naval, e toca a arregaçar as mangas.
Levamos o casco do Mirror ao "osso" para procurar pontos fracos,
e reforçamos o que necessitava de ser reforçado.


No final, o nosso esforço deu frutos, e as hipóteses de sucesso subiam uns "furinhos"
Fizemos uns remos mais robustos,
novos ajustes nas velas e tudo mais ergonómico e acessívei com ventos fortes,
o leme foi melhorado, o mastro, e etc etc...

Até que o dia da regata chega,
eu mal dormi na véspera, parecia uma criança a explodir de ansiedade...
Alguns Amigos não acreditavam que eu tivesse o arrojo de levar o Bote com 3,3 metros nesta viagem com mais de 80km (ida e volta)
Outros acreditavam, mas duvidavam se chegaria ou não ao final...
A tripulação do "Bonança" sempre acreditou, e ajudaram-me a levantar a "moral",
pois todas as pessoas com quem tinha falado faziam a mesma pergunta,
- mas tens ao menos um motor? ai não tens? e vais mesmo com isso? hummmm...
e depois lia-se nas suas expressões, - coitado, nem sabe o que lhe espera!!

mas no final tudo dependeria da sorte ou falta dela...
Iríamos preparados para os piores cenários, e não contávamos receber ajuda externa... nos nossos planos todos os cenários possíveis seriam resolvidos por mim. (ponto final)
A má experiência de 2013 dizia-me o que podia estar novamente à nossa espera...
mas tínhamos treinado, melhorado muitos pormenores, fizemos reconhecimentos, aprendemos com relatos de quem vive no rio... etc etc
Disto tudo nasceram bons momentos, fizemos novas amizades e acima de tudo, foi divertido...
um desses dias dedicado a fazer reconhecimentos ao Tejo...
É claro que a saúde do "Navio" foi incluída nessa preparação,
e tivemos que aprender umas coisas novas sobre carpintaria naval, e toca a arregaçar as mangas.
Levamos o casco do Mirror ao "osso" para procurar pontos fracos,
e reforçamos o que necessitava de ser reforçado.


No final, o nosso esforço deu frutos, e as hipóteses de sucesso subiam uns "furinhos"
Fizemos uns remos mais robustos,
novos ajustes nas velas e tudo mais ergonómico e acessívei com ventos fortes,
o leme foi melhorado, o mastro, e etc etc...

Até que o dia da regata chega,
eu mal dormi na véspera, parecia uma criança a explodir de ansiedade...
Alguns Amigos não acreditavam que eu tivesse o arrojo de levar o Bote com 3,3 metros nesta viagem com mais de 80km (ida e volta)
Outros acreditavam, mas duvidavam se chegaria ou não ao final...
A tripulação do "Bonança" sempre acreditou, e ajudaram-me a levantar a "moral",
pois todas as pessoas com quem tinha falado faziam a mesma pergunta,
- mas tens ao menos um motor? ai não tens? e vais mesmo com isso? hummmm...
e depois lia-se nas suas expressões, - coitado, nem sabe o que lhe espera!!

Na realidade eu não estava inscrito na regata,
e tinha algumas duvidas se iriam aceitar a minha inscrição
ou simplesmente a minha presença seria "bem-vinda" ou não...
mas também, nada nem ninguém me podia proibir de velejar até Vila Franca, eheheh
Minutos antes da partida, uma lancha vem ao meu encontro...
era a organização, e fez a minha inscrição oficial já no meio do rio,
também me deram contactos telefónicos, para activar os meios de socorro se necessita-se.
Temos que ser realistas, e imaginem que se levantava ventos fortes...
se a regata tivesse apenas duas lanchas rápidas de socorro para mais de duas dezenas de embarcações, e era o mesmo que dizer que tinha só uma lancha,
visto que a outra seria apenas para mim.
- percebem onde quero chegar?
E quem socorre alguém, arrisca-se a ter que ser também socorrido, e como tal, não contávamos receber qualquer tipo de ajuda, acontece-se o que acontece...
a não ser que eu estivesse ferido com alguma gravidade juntamente sem forças para mais...
Dizer isto, por dizer, é uma coisa... mas tínhamos tudo, mas tudo pensado para o pior, e com condições para aguentar pelo menos dois dias sozinhos no difícil Mar da Palha.
Inicio da regata/cruzeiro
Bom chega de conversa, e vamos lá a isso...


Muita coisa aconteceu logo no inicio,
pois vi encalharem 5 embarcações e consegui ajudar duas delas...
e o "pequeno" Bote nunca soube o que era encalhar eheheh
Mas tal como no mundo das 2 rodas,
nunca se vira as costas a quem esta atascado e a necessitar de ajuda.

A Ponte Vasco da Gama, era o marco que me dizia que os primeiros 20km estavam feitos...
e como estava nos lugares da frente, algo me dizia que estava a deslizar bem...

A Vasco da Gama é na realidade enorme
e sentimos um frio, ou um fresco impressionante quando passamos por debaixo dela
até arrepia, acreditem, também iriam sentir isso,
porque era um dia de muito calor e ela faz uma bela sombra eheheheh

Adeus Ponte Vasco da Gama, ou até amanhã...
olá "Cala das Barcas" e agora era sempre a direito e a subir...
e algo me dizia que se os primeiros 20 kms foram fáceis,
os restantes 60 também seria algo que estava ao nosso alcance

A largura do Tejo nesta zona é enorme
é um autentico mar interno, conhecido pelo Mar da Palha...
alem de ser quilómetros de agua a perder de vista, esta zona pode tornar-se muito traiçoeira quando se levanta ventos fortes...

Continuava-mos o nosso caminho...
3/4 do caminho estavam cumpridos, e continuava muitas velas atrás de nós...
era imagem linda de se ver... nesta altura ia muito descontraído e maravilhado com a paisagem.

Eu tinha sido avisado por muita gente, que em Alhandra o vento seria um problema serio,
e dito e feito...
parecia que nas margens existia uma maquina de fazer vento,
refregas bem carregadas como nunca tinha visto,
era vento forte sempre a soluçar...
Enquanto a maioria trocava as velas pelo motor auxiliar, o Mirror rasgava caminho e saltava de onda em onda... as fortes refregas (rajadas) tentavam vira-lo, mas ele ainda ganhava mais velocidade...

...e pronto
tínhamos chegado a Vila Franca de Xira
estávamos novamente no meio do mundo dos "grandes"



Varino "Sou do Tejo" Varino "Liberdade"


As canoas do Tejo são as rainhas e senhoras da velocidade,
desengane-se que um moderno veleiro do mesmo tamanho lhe consegue fugir com ventos rijos,
o seu peso que anda na casa das 3 ou 4 toneladas permite usar enormes velas, e o seu casco que se encontra a baixo da linha de agua, tem umas linhas muito antigas mas hidrodinâmicas...
(um pequeno exemplo: Link dum video do facebook)
Canoa "Princesa do Tejo" Canoa "Canastrinha"



Catraio "Baltazar" que foge um pouco ao normal catraio, apenas porque está cabinado.
Os catraios nasceram para o transporte de passageiros, ou seja foram em tempos os cacilheiros do Tejo
O "Baltazar" nasceu com um destino diferente, e está muito bem preparado para fazer cruzeiros de varias semanas no Tejo,
Os catraios é claro que são rápidos, e se tiverem uma vela latina nem se fala...
mas quando se fala de embarcações à vela o comprimento do casco é determinante para a velocidade, e visto que para ser catraio não pode ir além dos 6,5 metros, torna-se uma "desvantagem" (entre aspas) quando comparado com as canoas...
Mas fica na minha memoria o catraio "DENEB" O Má Cara...
Este catraio e a sua tripulação transmitia uma mensagem de calma e serenidade do caraças,
ou seja, tinha encalhado 5 embarcações, e tudo dizia que a deles seria a próxima,
o homem do leme perguntou-me: - conhece o fundo do rio nesta zona?
eu respondi que não e que era a primeira vez que ali passava...
ele respondeu - então já somos 4 e sorriu!
Mas foi uma imagem linda de se ver, eles calmamente e muito organizados e serenos iam apalpando o fundo com uma vara, e progredindo lentamente, com bons métodos e sem qualquer tipo de pressas...
e foi a surpresa das surpresas, quando me disseram que essa equipa tinha sido a vencedora absoluta da regata/cruzeiro...

O "Mirror do Tejo" era de longe o meu preferido, apenas por uma simples razão:
- porque faz equipa comigo,
e não trocava a viagem de regresso a casa a bordo dele, por nenhum outro

Muita coisa se viu até aqui...
muitas fotos se podia ter tirado, se tivesse uma maquina daquelas que não tenho,
e no ambiente que vamos só há condições para a pequena Go pro
Depois de um belo duche, estava reunidas as condições para atacar a sardinhada...



A noite foi completada com a visita à festa anual do "colete encarnado",
era alegria e comes e bebes por todo o lado, havia palcos espalhados um pouco por toda a vila, com espectáculos para todos os gostos...
Ainda tive oportunidade para visitar o museu do toureiro Mário Coelho,
embora eu não seja um aficionado da arte taurina, é notável o percurso que este Toureiro fez um pouco por todo o mundo...
Por volta das 9 da manhã era altura de soltar amarras e fazer o regresso a casa,
A malta que estava no caís ajudaram a soltar as amarras, e todos me desejaram um bom regresso...
Era o primeiro Bote a fazer-me à agua, porque sem motor auxiliar, e orgulhoso demais para aceitar reboque, teria que aproveitar bem o dia...
Adeus Vila Franca... e até para o ano...


Ponte Vasco da Gama, com os seus 17 km de tabuleiro

... e pouco mais tenho para dizer, foi tudo muito porreiro,
mas é claro que este fim de semana teve um preço:
- inscrição na regata/cruzeiro
- o ancoramento na marina,
- duche de agua quente,
- jantar com comida à descrição,
- visita ao museu
- dormida a bordo do varino Boa Viagem
custou-me um total de 80 cêntimos
(porque bebi um café) eheheh
Não havia para a minha classe lugar no pódio
ou algo que se pareça...
mas a forma como receberam o "Mirror do Tejo" e o "gajo do leme" faz desta lembrança algo com um enorme valor...
Ela também conta uma história de 2 anos ...
e 5º lugar na geral também ninguém nos tira
eheheh
Obrigado a todos...
e ao Centro Náutico Moitense e Vilafranquense,
à junta de freguesia da Moita que me ofereceu uma bandeira da freguesia,
e ao Bruno, Luís e Joaquim pela ajuda preciosa que me deram para atracar o Navio ao caís...
e OBR a vocês pela visita
(Edgar + Pancho, o Mirror do Tejo)
e tinha algumas duvidas se iriam aceitar a minha inscrição
ou simplesmente a minha presença seria "bem-vinda" ou não...
mas também, nada nem ninguém me podia proibir de velejar até Vila Franca, eheheh
Minutos antes da partida, uma lancha vem ao meu encontro...
era a organização, e fez a minha inscrição oficial já no meio do rio,
também me deram contactos telefónicos, para activar os meios de socorro se necessita-se.
Temos que ser realistas, e imaginem que se levantava ventos fortes...
se a regata tivesse apenas duas lanchas rápidas de socorro para mais de duas dezenas de embarcações, e era o mesmo que dizer que tinha só uma lancha,
visto que a outra seria apenas para mim.
- percebem onde quero chegar?
E quem socorre alguém, arrisca-se a ter que ser também socorrido, e como tal, não contávamos receber qualquer tipo de ajuda, acontece-se o que acontece...
a não ser que eu estivesse ferido com alguma gravidade juntamente sem forças para mais...
Dizer isto, por dizer, é uma coisa... mas tínhamos tudo, mas tudo pensado para o pior, e com condições para aguentar pelo menos dois dias sozinhos no difícil Mar da Palha.
Inicio da regata/cruzeiro
Bom chega de conversa, e vamos lá a isso...


Muita coisa aconteceu logo no inicio,
pois vi encalharem 5 embarcações e consegui ajudar duas delas...
e o "pequeno" Bote nunca soube o que era encalhar eheheh
Mas tal como no mundo das 2 rodas,
nunca se vira as costas a quem esta atascado e a necessitar de ajuda.

A Ponte Vasco da Gama, era o marco que me dizia que os primeiros 20km estavam feitos...
e como estava nos lugares da frente, algo me dizia que estava a deslizar bem...

A Vasco da Gama é na realidade enorme
e sentimos um frio, ou um fresco impressionante quando passamos por debaixo dela
até arrepia, acreditem, também iriam sentir isso,
porque era um dia de muito calor e ela faz uma bela sombra eheheheh

Adeus Ponte Vasco da Gama, ou até amanhã...
olá "Cala das Barcas" e agora era sempre a direito e a subir...
e algo me dizia que se os primeiros 20 kms foram fáceis,
os restantes 60 também seria algo que estava ao nosso alcance

A largura do Tejo nesta zona é enorme
é um autentico mar interno, conhecido pelo Mar da Palha...
alem de ser quilómetros de agua a perder de vista, esta zona pode tornar-se muito traiçoeira quando se levanta ventos fortes...

Continuava-mos o nosso caminho...
3/4 do caminho estavam cumpridos, e continuava muitas velas atrás de nós...
era imagem linda de se ver... nesta altura ia muito descontraído e maravilhado com a paisagem.

Eu tinha sido avisado por muita gente, que em Alhandra o vento seria um problema serio,
e dito e feito...
parecia que nas margens existia uma maquina de fazer vento,
refregas bem carregadas como nunca tinha visto,
era vento forte sempre a soluçar...
Enquanto a maioria trocava as velas pelo motor auxiliar, o Mirror rasgava caminho e saltava de onda em onda... as fortes refregas (rajadas) tentavam vira-lo, mas ele ainda ganhava mais velocidade...

...e pronto
tínhamos chegado a Vila Franca de Xira
estávamos novamente no meio do mundo dos "grandes"



Varino "Sou do Tejo" Varino "Liberdade"


As canoas do Tejo são as rainhas e senhoras da velocidade,
desengane-se que um moderno veleiro do mesmo tamanho lhe consegue fugir com ventos rijos,
o seu peso que anda na casa das 3 ou 4 toneladas permite usar enormes velas, e o seu casco que se encontra a baixo da linha de agua, tem umas linhas muito antigas mas hidrodinâmicas...
(um pequeno exemplo: Link dum video do facebook)
Canoa "Princesa do Tejo" Canoa "Canastrinha"



Catraio "Baltazar" que foge um pouco ao normal catraio, apenas porque está cabinado.
Os catraios nasceram para o transporte de passageiros, ou seja foram em tempos os cacilheiros do Tejo
O "Baltazar" nasceu com um destino diferente, e está muito bem preparado para fazer cruzeiros de varias semanas no Tejo,
Os catraios é claro que são rápidos, e se tiverem uma vela latina nem se fala...
mas quando se fala de embarcações à vela o comprimento do casco é determinante para a velocidade, e visto que para ser catraio não pode ir além dos 6,5 metros, torna-se uma "desvantagem" (entre aspas) quando comparado com as canoas...
Mas fica na minha memoria o catraio "DENEB" O Má Cara...
Este catraio e a sua tripulação transmitia uma mensagem de calma e serenidade do caraças,
ou seja, tinha encalhado 5 embarcações, e tudo dizia que a deles seria a próxima,
o homem do leme perguntou-me: - conhece o fundo do rio nesta zona?
eu respondi que não e que era a primeira vez que ali passava...
ele respondeu - então já somos 4 e sorriu!
Mas foi uma imagem linda de se ver, eles calmamente e muito organizados e serenos iam apalpando o fundo com uma vara, e progredindo lentamente, com bons métodos e sem qualquer tipo de pressas...
e foi a surpresa das surpresas, quando me disseram que essa equipa tinha sido a vencedora absoluta da regata/cruzeiro...

O "Mirror do Tejo" era de longe o meu preferido, apenas por uma simples razão:
- porque faz equipa comigo,
e não trocava a viagem de regresso a casa a bordo dele, por nenhum outro

Muita coisa se viu até aqui...
muitas fotos se podia ter tirado, se tivesse uma maquina daquelas que não tenho,
e no ambiente que vamos só há condições para a pequena Go pro
Depois de um belo duche, estava reunidas as condições para atacar a sardinhada...



A noite foi completada com a visita à festa anual do "colete encarnado",
era alegria e comes e bebes por todo o lado, havia palcos espalhados um pouco por toda a vila, com espectáculos para todos os gostos...
Ainda tive oportunidade para visitar o museu do toureiro Mário Coelho,
embora eu não seja um aficionado da arte taurina, é notável o percurso que este Toureiro fez um pouco por todo o mundo...
Por volta das 9 da manhã era altura de soltar amarras e fazer o regresso a casa,
A malta que estava no caís ajudaram a soltar as amarras, e todos me desejaram um bom regresso...
Era o primeiro Bote a fazer-me à agua, porque sem motor auxiliar, e orgulhoso demais para aceitar reboque, teria que aproveitar bem o dia...
Adeus Vila Franca... e até para o ano...


Ponte Vasco da Gama, com os seus 17 km de tabuleiro

... e pouco mais tenho para dizer, foi tudo muito porreiro,
mas é claro que este fim de semana teve um preço:
- inscrição na regata/cruzeiro
- o ancoramento na marina,
- duche de agua quente,
- jantar com comida à descrição,
- visita ao museu
- dormida a bordo do varino Boa Viagem
custou-me um total de 80 cêntimos
(porque bebi um café) eheheh
Não havia para a minha classe lugar no pódio ou algo que se pareça...
mas a forma como receberam o "Mirror do Tejo" e o "gajo do leme" faz desta lembrança algo com um enorme valor...
Ela também conta uma história de 2 anos ...
e 5º lugar na geral também ninguém nos tira
eheheh
Obrigado a todos...
e ao Centro Náutico Moitense e Vilafranquense,
à junta de freguesia da Moita que me ofereceu uma bandeira da freguesia,
e ao Bruno, Luís e Joaquim pela ajuda preciosa que me deram para atracar o Navio ao caís...
e OBR a vocês pela visita
(Edgar + Pancho, o Mirror do Tejo)

Excelente desafio, superado pela excelente dupla!! :) Parabens!
ResponderEliminareheheheh
EliminarOlá Fernando,
desta vez tivemos a sorte do nosso lado...
e a parte que me coube foi divertida e facilitada pela sorte dos ventos.
OBR Amigo pela visita e pelo comentário...
ABR (Edgar)
Agora estou a reconhecer a sua embarcação, encontramo-nos junto à coroa dos Castelhanos e trocamos algumas palavras, nomeadamente se conhecia aquele baixio onde me respondeu que era a primeira vez. O meu barco o DENEB, se bem se recorda, foi o ultimo a passar aquele estreito, passou sem encalhar, depois abriu e ninguém mais o acompanhou até chegarmos a V.F.Xira, com vitoria absoluta, seguido do Lady Mary. Os meus parabéns e obrigado às entidades que promoveram este evento,bem como à equipa do clube náutico e seus colaboradores pelo excelente apoio.
ResponderEliminarque nos presentearam com umas excelentes sardinhas.
Olá José
ResponderEliminarSim... sim... eheheh pois foi
ver vocês naquele bocadinho a trabalharem em equipa foi das coisas mais bonitas que vi durante a regata...
Estive perto de ir atrás de vocês, mas estava danadinho para tirar umas fotos à ponte Vasco da Gama... e escolhi atravessar a direito até lá...
Encontrei uma foto do DENEB e editei o post com um pequeno comentário à vossa participação...
PARABÉNS pela regata e pela vitoria que deve dar um sabor ainda melhor ao vosso passeio...
espero ter oportunidade de voltar a cruzar-me convosco e que aja tempo para um cafézito...
OBR pela vista e pelo comentário
PS: a sardinhada estava excelente, mas as febras, entremeadas e salsichas frescas, também não se ficavam atrás... eheheh
Olá bom dia! É verdade, o trabalho em equipe é sempre mais eficiente e ali foi a confirmação.
EliminarDia 8 de Agosto vai haver uma regata de barcos tradicionais do rio Tejo e de São Martinho do Porto, porque não aparece? Traga um amigo também! Um abcs José louro da Costa
http://botesdesmartinhodoporto.blogspot.pt/
Boas...
Eliminarsr. José, é com muita pena minha mas dificilmente poderei velejar nessas aguas...
Mas ainda vou estudar uma forma de conseguir levar o Bote, para ver a Regata de perto...
pois gostava também de conhecer novas aguas...
ou talvez consiga pedir boleia a um amigo que vá participar...
OBR
ABR (Edgar)
Olá Edgar,
ResponderEliminarvoltei aqui a este cantinho, já deixei aqui um comentário com os 3 S's. Pelo que li neste post tomaste noção da importância da segurança. A experiência tb assim nos ensina, certo?
Ir até VFX é sempre um prazer e perfeitamente exequível para um pequeno veleiro, mesmo sem motor desde que o vento sopre. E jogar sempre com a grande ajuda da maré.
Agora tens de subir mais um pouco e ires até Valada ;-)
Pareceu-me que tinhas a vela grande muito ensacada o que é bom para ventos ligeiros mas fortemente desaconselhável em vento forte ou com refregas violentas.
Se foi o caso e puder aconselhar, tens de ajustar a esteira nessas alturas.
E deu para perceber que te tens divertido, isso é o mais importante. Depois dos 3 S's :-D
Boas... :)
EliminarComeço por agradecer essas palavras sábias...
sim na realidade a maré e as suas correntes foram o grande motor deste fim de semana, sem elas não seria possível.
Estamos a fazer algumas melhorias para poder ir a Valada...
vamos fazer uma cobertura para a proa naquele tecido de vela balão, para evitar agua a bordo, e mais outras pequenas coisas, que vão desde anular os mosquitos e etc etc...
Mas talvez Valada seja algo que esteja ao nosso alcance em 2016...
A retranca foi feita este ano, e recebeu o tal ajuste do "punho da escota"
esse ajuste é acessível com ventos fortes, pois tem uma desmultiplicação, e situa-se a meio da retranca...
Vinha com ventos fracos de popa, e quando a "coisa aqueceu" estávamos à bolina serrada, diminui um pouco o saco da vela grande, Mas o punho da amura tem que ser melhorado ou alterado... pois ele desloca-se quando tento tirar saco.
mas havemos de lá chegar, porque as melhorias nunca terão fim eheheh
sem os tais 3 S's, não há diversão possível ;-)
ABR :) e OBR
(Edgar)
Ed .....Ed....seu maluco .
ResponderEliminarAdoro ler os teus relatos ! Pena não me sair o euro milhões ...
Grande abraço e ... continua !!!!
ehehehe
Eliminarnunca se sabe... talvez um dia eheheh
ABRAÇO